terça-feira, 6 de maio de 2014

   
                        PERSONAGENS DA PINTURA - VAN GOGH

  Van Gogh era um rebelde, inclinado à solidão e insociável. Filho de pastor, nasceu em Groot-Zundert, na Holanda em 1853 e trabalhou como artista somente nos últimos dez anos de vida. Dos 27 aos 37 anos.

     Na pintura, explicava sua tentativa de lutar contra a loucura da compreensão que tinha da essência espiritual do homem e da natureza.

Fotografia de Vincent van Gogh, 1876

    Desajustado no seu lar, em sua terra e em sua sociedade, foi frustrado em relação a constituição de família e amores. Trabalhou como vendedor em uma livraria, auxiliar em uma galeria de arte e como pastor de igreja.
    Inicialmente foi influenciado pelo pintor Rubens do Barroco e por gravuras japonesas, resultando em pinturas pesadas e sombrias.

Os comedores de batatas, 1885. Óleo sobre tela. 82 x 114 cm

    Em 1886 foi a Paris para juntar-se a seu irmão Theo, gerente da Goupil galeria. Foi seu amparo emocional, afetivo e econômico, pois van Gogh sobrevivia de favores e mesadas pagas por Theo. Lá, estudou com os impressionistas; entre eles Pissarro, Toulouse-Lautrec, Degas, Monet e Gauguin, e começou a iluminar sua paleta escura e a pintar com pinceladas bruscas e pequenas, como os impressionistas da época.



Par de sapatos, 34 x 41cm. 1887.

“Père” Tanguy, 1887.

“Dois girassóis cortados”, 1887.

  Van Gogh tornou-se obsessivo por valores expressivos e simbólicos da cor e começou a usá-las como reprodução de aparições visuais, atmosferas e luz. Quanto a isso, dizia: “Ao invés de tentar reproduzir exatamente o que eu tenho sob meus olhos, eu uso a cor mais para expressar-me do que de forma forçada”.
   Afirmava que não queria pintar quadros, e sim pintar a vida, pois seus temas são a sua terra (paisagens, trigais, campo, naturezas-mortas) e os homens simples (camponeses, mineiros). Era contra o academicismo técnico, pois não desejava fazer uma pintura clássica, pintar "gente que não trabalha".
  Tinha um temperamento explosivo e nervoso, o que o tornou ser uma companhia difícil de aturar. Mudou-se para Arles (França) onde achava que faria novos amigos, ou que seus amigos iriam junto, ajudando-o a fundar uma escola de arte.
  Guaguin foi o único que levou a idéia a sério, o que fez com que ficasse hospedado na casa de van Gogh, onde pintavam, bebiam, discutiam idéias e iam a bordéis juntos. Van Gogh admirava Gauguin e chegou a enfeitar o quarto que Gauguin ficaria em sua casa, com quadros de girassóis amarelos.
“A casa amarela”, 1888.

  Guaguin foi o único que levou a idéia a sério, o que fez com que ficasse hospedado na casa de van Gogh, onde pintavam, bebiam, discutiam idéias e iam a bordéis juntos. Van Gogh admirava Gauguin e chegou a enfeitar o quarto que Gauguin ficaria em sua casa, com quadros de girassóis amarelos.
“Os girassóis”, 1888.

Se, em Paris, Van Gogh tinha descoberto a cor, em Arles, descobriu a luz: o ouro-bronze, o ouro-velho, os azuis, as violetas e os amarelos.
“Terraço do café na Praça do Fórum”, 1888.

“Noite estrelada sobre o Ródano”, 1888.

“Sapatos”, 1888.

“O quarto de Van Gogh em Arles”, 1889.

  A versão mais aceita atualmente é a de que, como sofria de lapsos de epilepsia, crises de humor e mania de perseguição, ele haveria discutido e agredido o amigo Gauguin, tentando feri-lo com uma navalha. Tendo perdido a ‘luta’, é levado para a cama em lágrimas e com descontrole. Arrependido, corta de propósito um pedaço da orelha e manda num envelope/jornal à mulher que motivou a briga, uma prostituta. Disse ainda à prostituta que se chamava Rachel que "guardasse esse objeto com cuidado."
“Autorretrato com orelha enfaixada”, 1889.

  Em 1889, sua doença ficou mais grave e teve que ser internado numa clínica psiquiátrica, entre lapsos de loucura e alucinações. Nesta clínica, dentro de um mosteiro, havia um belo jardim que passou a ser sua fonte de inspiração. As pinceladas rápidas foram deixadas de lado e as curvas em espiral começaram a aparecer em suas telas.
“A noite estrelada”, 1889.

  Vendeu apenas um quadro em vida, e ainda dizia: "Não posso evitar o fato de que meus quadros não sejam vendáveis. Mas virá o tempo em que as pessoas verão que eles valem mais que o preço da tinta"
“A vinha vermelha”, 1890.

  Pressentindo sua morte, quis retornar ao norte.

Pissarro sugeriu Auvers-sur-Oise, perto de Paris, onde vivia o Dr. Paul Gachet, entusiasta da arte que poderia acompanhar o tratamento de sua saúde.
Em Auvers-sur-Oise estreitou amizade com o Dr. Gachet, retratou os arredores do povoado e criou sua obra prima: “A igreja de Auvers”.




“O Dr. Gachet”, 1890.

  Alguns dias depois de pintar Campo de Trigo com Corvos, van Gogh sentiu-se extremamente deprimido e retornou à tarde ao campo de trigo, atirando em si mesmo no peito.
“Campo de trigo com corvos”, 1890.


Link do filme:




segunda-feira, 24 de junho de 2013

Atividade 3
Educar para ter um futuro sustentável

O professor pode em suas aulas mostrar ao aluno, que os saberes passados a ele, podem ser utilizados junto a natureza ou que a natureza é sua aliada, podendo ter neste momento um pensamento sustentável.

terça-feira, 9 de abril de 2013


Análise texto: proposta pedagógica para o ensino politécnico e educação profissional integrada ao ensino médio


O conteúdo do documento-base intitulado “Proposta Pedagógica para o Ensino Médio Politécnico e Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio – 2011-2014” representa uma importante contribuição para o desenvolvimento da etapa final da educação básica. Pode-se afirmar que a proposta, em seus fundamentos e metodologia, expressa mudanças e novos paradigmas para o Ensino médio e para a Educação Profissional que se adaptam às necessidades das relações de produção do mundo contemporâneo e, ao mesmo tempo, conferem centralidade ao indivíduo, com a proposta de uma formação integral, conforme previsto em seus objetivos.
O Ensino Médio passa a contemplar “a qualificação, a articulação com o mundo do trabalho e práticas produtivas, com responsabilidade e sustentabilidade e com qualidade cidadã” (p.4). Desta forma, confere-se importância à concepção de educação politécnica, de caráter unitário e universal, como alternativa para superar a dualidade entre cultura geral e cultura técnica, conforme exposto neste documento. Trata-se de articular “as áreas de conhecimento e seus componentes curriculares com as dimensões Ciência, Cultura, Tecnologia e Trabalho” (p.10).
Esta articulação, segundo esta proposta, deve ocorrer através do desenvolvimento de ações, atividades e vivências pedagógicas que tem como objetivo mudar a relação que existe atualmente entre trabalho e trabalhador, na qual este não permaneça subordinado à realização de habilidades específicas e a práticas mecânicas de trabalho, mas incluam em suas atividades profissionais os fundamentos científicos que lhe dão sustentação. Deste modo, neste paradigma educacional, o trabalho constitui a dimensão fundamental para promover a inclusão social e a cidadania, diante do fato de o mundo contemporâneo se fundamentar em relações sociais e de produção de caráter excludente, resultantes “das formas capitalistas de produção e reprodução da existência e do conhecimento” (p.11).
Para cumprir este objetivo principal, a proposta de reestruturação do currículo, exposta no documento, contempla concomitantemente as dimensões referentes à formação humana e científico-tecnológica, de maneira a associar a formação geral com a preparação para o trabalho, que se traduz na integração da educação profissional e tecnológica ao Ensino Médio. Esta proposta pedagógica vincula-se às relações produtivas e sociais, promovendo a formação científico-tecnológica e sócio-histórica a partir dos significados que advém da cultura, tendo em vista a compreensão e transformação da realidade.

         A educação torna-se, a partir desse cenário, o principal aliado ao desenvolvimento humano e profissional, entendendo que esta nova proposta político-pedagógica vem ao encontro do ensino médio profissionalizante, do desenvolvimento no mercado de trabalho com melhores salários e também o comprometimento da sociedade com os adolescentes e jovens através de uma forma melhorada de inclusão social. Essa nova proposta pedagógica, com  bases epistemológicas, filosóficas, sócio-antropológicas e psicossociais apresenta grande potencial de transformar cada indivíduo em agente transformador da sociedade, promovendo as relações sociais e de produção.
         A sociedade e a escola adquirem uma correlação de necessidade, em que a primeira se torna beneficiada por receber um cidadão pleno; e a segunda torna-se um agente ressignificador da educação, atendendo às necessidades do mercado e reposicionando o jovem através de um modelo de educação voltado ao espaço, não somente econômico, mas também social.

Fabiano Rocha

Porto Alegre, RS, Brazil
aluno de graduação do curso de Artes Visuais da UFRGS.

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